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Estudo mostra que a apneia do sono pode afetar a memória

  • Foto do escritor: Juliana Dias
    Juliana Dias
  • 2 de ago. de 2024
  • 2 min de leitura


Pessoas que sofrem de apneia do sono, um distúrbio que pode causar uma parada da respiração, podem ter mais risco de perda de memória e problemas cognitivos, sugere um estudo recém-apresentado no encontro da Academia Americana de Neurologia, que aconteceu em abril em Denver, Estados Unidos.


A apneia é uma doença caracterizada por pausas respiratórias durante o sono que levam à queda da saturação do oxigênio no sangue e geram microdespertares noturnos. Como alguns desses episódios são de curta duração, muitas vezes a pessoa não tem consciência deles nem se lembra de ter acordado. Mas esses despertares causam a fragmentação do sono.


Após o ajuste de fatores que podem afetar a memória, como idade e nível educacional, os pesquisadores constataram que aqueles que apresentavam sintomas de apneia tinham 50% mais risco de ter problemas de memória. Segundo os autores, o resultado reforça a importância de diagnosticar corretamente a doença.


A apneia é mais comum em homens

Entre os fatores de risco para o desenvolvimento da apneia estão ser do sexo masculino, idade avançada, obesidade, malformação craniana e retrognatia (a posição do maxilar em que o queixo fica para trás). A doença causa sintomas noturnos (ronco, pausas respiratórias, acordar com falta de ar ou várias vezes à noite) e diurnos (sonolência, cansaço, dificuldade de concentração e problemas de memória).


O tratamento depende da gravidade, da idade do paciente e da presença de fatores como malformação craniana e inclui o uso do CPAP (um dispositivo usado para dormir que gera pressão nas vias aéreas através de uma máscara), cirurgias ortognáticas, sessões de fonoaudiologia e tratamento odontológico, com o uso de uma placa mandibular, além de mudanças no estilo de vida.


Fonte: Istoé

 
 
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